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OPINIÃO ÀS SEGUNDAS | “Bebés: Quedas/traumas e as suas consequências”

No processo de desenvolvimento dos bebés é normal e inevitável a ocorrência de algumas quedas/traumas na cabeça. A curiosidade e a sede de aprender levam-nos, e bem, a ir para além das suas competências e correr alguns riscos. Claro que devemos ter algum cuidado a esconder ou a afastá-los dos perigos óbvios, mas proporcionando-lhes ao mesmo tempo liberdade de movimentos e de escolha.

As quedas/traumas (levar com uma bola, p.e.) podem, no entanto, interferir de forma indireta no seu bem-estar, apesar de poderem parecer, no momento, inofensivas.

A base do crânio e a cervical dos bebés são extremamente frágeis. São estas as zonas que mais sofrem com as quedas e traumas, por aí existirem nervos e outras estruturas determinantes para o seu bem-estar, que regulam funções tão importantes como a digestão (vómito, obstipação), humor (irritabilidade) ou o sono(dificuldade em adormecer, sono agitado, despertares).

Uma queda ou um trauma sobre a cabeça podem originar uma desregulação em qualquer uma delas e é válido em qualquer idade! É recorrente na população pediátrica e facilmente se percebe o motivo!

Ainda esta semana recebi um caso de um bebé de 16 meses bem arisco, que gosta bastante de testar os seus limites e, por isso mesmo, a sua cabeça tem sofrido alguns traumas, o que se refletiu em alterações do sono e obstipação. Este padrão iniciou-se pouco tempo depois de começar a andar, fase em que as quedas são mais frequentes.

Quando os bebés mudam repentinamente de comportamento é sempre de valorizar e tentar perceber o que estará na sua origem.

Cláudia Costa – Fisioterapeuta

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